Crédito para estudante universitário: financiamento estudantil, bolsas e o que evitar
Antes de qualquer empréstimo, existe uma sequência de programas gratuitos ou subsidiados que a maioria não esgota.
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A conta do ensino superior não é só a mensalidade: é transporte, material, alimentação e o tempo que deixa de ser trabalhado. Por isso vale montar a estratégia inteira antes de assinar qualquer contrato — a decisão financeira aqui acompanha a pessoa por muitos anos.
A ordem que reduz o custo
Cada degrau abaixo é mais barato que o seguinte. Pular etapas é o que encarece a formação.
- Bolsas públicas e programas de acesso, como o ProUni
- Bolsas da própria instituição, por mérito, necessidade ou convênio
- Programas municipais e estaduais de apoio ao estudante
- Financiamento estudantil público
- Financiamento privado oferecido pela instituição de ensino
- Crédito pessoal ou consignado, se houver margem na família
- Nunca: cartão de crédito rotativo e cheque especial
O que verificar antes de financiar
| Item | Por que importa |
|---|---|
| Carência durante o curso | Se paga algo enquanto estuda ou só depois de formado |
| Prazo de amortização | Quantos anos após a formatura para quitar |
| CET da operação | O custo real, não só a taxa |
| Exigência de fiador | Compromete outra pessoa pelo contrato |
| O que acontece se trancar o curso | Muitos contratos antecipam a cobrança |
| Reajuste da mensalidade financiada | O valor financiado pode crescer |
O erro de financiar com cartão
Parcelar mensalidade no cartão e depois entrar no rotativo é a forma mais cara de estudar. O rotativo está entre as modalidades de maior custo do mercado.
Pela regra dos 72, a taxas típicas de rotativo uma dívida dobra em poucos meses. Uma mensalidade atrasada vira, em um ano, um valor irreconhecível — enquanto o curso ainda nem terminou.
Se um familiar for usar a margem consignável
É comum a família recorrer à margem de um aposentado ou de quem tem carteira assinada para pagar a faculdade. A taxa é baixa e a aprovação é fácil.
O ponto que precisa ficar claro: a dívida é de quem assina. O desconto sai do benefício ou do salário dessa pessoa por anos, cumprido ou não o combinado. Coloque o acordo por escrito, mesmo dentro de casa, e prefira o prazo mais curto possível.
- A dívida é de quem assina, não de quem estuda
- Prefira o prazo mais curto que a parcela permitir
- Não comprometa a margem inteira
- Coloque o combinado por escrito
- Reavalie a cada semestre, junto com o desempenho no curso
Reduzir o custo total do curso
Financiar menos vale mais que financiar barato. Alguns ajustes reduzem bastante o valor que precisa ser coberto por crédito.
- Aproveitamento de disciplinas cursadas anteriormente
- Bolsas por convênio de empresa, sindicato ou associação
- Programas de monitoria e iniciação científica com bolsa
- Estágio remunerado compatível com a grade
- Material usado e bibliotecas em vez de compra de livros
- Comparar o custo total do curso entre instituições, não só a mensalidade
Cuidado com ofertas fáceis
Estudante endividado é público-alvo de oferta agressiva, e circulam promessas de crédito estudantil aprovado na hora que são apenas crédito pessoal caro com outro nome.
Confirme sempre qual é a instituição financeira responsável, peça o CET por escrito e desconfie de qualquer cobrança antes da liberação.
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Perguntas frequentes
Qual a ordem certa para buscar recursos?
Posso usar consignado para pagar faculdade?
Parcelar mensalidade no cartão é boa ideia?
O que acontece se eu trancar o curso?
Preciso de fiador?
Marcelo Moreira
Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.