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Empréstimo ConsignadoPrazos e regras

Carência entre um consignado e outro: quanto tempo esperar para contratar de novo

Não existe uma regra única. O prazo depende do que você quer fazer — novo contrato, refinanciamento ou portabilidade — e da política de cada banco.

Por Marcelo MoreiraPublicado em 04 de agosto de 20264 minutos de leitura
Foto: Jakub Żerdzicki / Unsplash
Foto: Jakub Żerdzicki / Unsplash
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20% a 30%
90 dias
Em resumo
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Não existe uma carência legal única entre um empréstimo consignado e outro. Para um contrato novo, o limitador é a margem disponível: se sobra margem, você pode contratar. Para refinanciar um contrato existente, a maioria dos bancos exige que uma parte das parcelas já tenha sido paga — normalmente entre 20% e 30%. Para portabilidade não há carência regulatória, mas cada banco aplica a própria política.

A pergunta chega quase sempre no mesmo formato: já peguei um consignado, quando posso pegar outro. E a resposta muda completamente conforme o que a pessoa quer fazer — três operações diferentes que costumam ser tratadas como se fossem a mesma coisa.

Três operações, três regras

Antes de falar em prazo, é preciso separar o que você quer. As três coisas abaixo têm carências diferentes e por motivos diferentes.

OperaçãoO que éCarência típica
Contrato novoUm segundo empréstimo, paralelo ao primeiroNenhuma — depende só de sobrar margem
RefinanciamentoRenovar o contrato existente e receber um troco20% a 30% das parcelas pagas, por política do banco
PortabilidadeTransferir o saldo para outro bancoSem carência regulatória; política varia

Contrato novo: o limitador é a margem

Se você fez um consignado que consome R$ 300 da sua margem de R$ 531, sobram R$ 231. Com esses R$ 231 você pode contratar outro empréstimo hoje mesmo, em qualquer banco, sem esperar nada.

O que impede não é o tempo, é o espaço. E vale a pergunta desconfortável: se o primeiro empréstimo não resolveu o problema, o segundo vai resolver — ou só empurra a conta?

Refinanciamento: por que os bancos exigem parcelas pagas

No refinanciamento você renova o mesmo contrato, geralmente com prazo maior, e recebe a diferença em dinheiro. Para o banco, isso só faz sentido depois que uma parte razoável do contrato foi amortizada.

A régua mais comum gira entre 20% e 30% das parcelas quitadas. Num contrato de 84 meses, isso significa esperar de 17 a 25 meses. Alguns bancos são mais flexíveis, outros mais rígidos — não existe número universal.

Benefício recém-concedido: a carência que pega mais gente

Quem acabou de se aposentar tem margem cheia e ainda assim leva não. O motivo é a carência aplicada pelos bancos desde a concessão do benefício, que costuma ficar em torno de 90 dias.

É uma proteção contra fraude: benefício muito novo ainda pode ser revisto ou cancelado pelo INSS, e o banco não quer averbar desconto num benefício instável.

O que muda por tipo de vínculo

VínculoContrato novoRefinanciamento
INSSDepende da margem; benefício novo costuma ter cerca de 90 diasPercentual de parcelas pagas, por política do banco
CLTDepende da margem e do vínculo ativo no eSocialVaria bastante entre bancos
Servidor públicoDepende da margem e das regras do órgão pagadorO órgão pode ter regra própria além da do banco

Esperar pode valer mais do que contratar agora

Existe um cálculo que quase ninguém faz: quanto mais parcelas você paga antes de refinanciar, menor o saldo devedor que entra na nova operação e menos juros você paga no total.

Refinanciar cedo demais é o caminho mais rápido para a dívida perpétua — aquela em que a pessoa nunca vê o contrato acabar porque renova a cada dois anos. Se o refinanciamento é para cobrir um buraco recorrente do orçamento, o problema não é a carência. É o orçamento.

Antes de contratar de novo

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Perguntas frequentes

Posso ter dois consignados ao mesmo tempo?
Pode, desde que a soma das parcelas caiba na sua margem. É comum ter contratos em bancos diferentes rodando em paralelo.
Existe prazo mínimo por lei entre um consignado e outro?
Não para contratação de um novo contrato. Os prazos que você ouve falar são políticas comerciais dos bancos, principalmente para refinanciamento.
Quitei um contrato. Quando a margem volta?
A liberação ocorre no ciclo seguinte de processamento, não na hora. Guarde o termo de quitação e confira o extrato no mês seguinte.
Fui recusado por carência. Adianta tentar em outro banco?
Adianta, sim. Como a carência de refinanciamento é política interna, um banco pode aceitar o que outro recusou.
Refinanciar de novo antes de acabar o anterior é ruim?
Depende. Se o troco resolve algo mais caro, pode compensar. Se virou hábito para fechar o mês, você está trocando dívida por dívida e o prazo nunca acaba.

Marcelo Moreira

Consultor de crédito

Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.

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