Refinanciamento de veículo: como funciona e quanto dá para conseguir
Você usa o carro quitado como garantia e continua dirigindo. A taxa cai bastante — e o risco de perder o veículo é real.
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É uma das poucas formas de acessar taxa baixa sem margem consignável. Também é a operação em que mais gente subestima o risco, porque a sensação de continuar com o carro na garagem esconde o fato de que ele já não é totalmente seu.
Quanto dá para conseguir
O percentual varia por instituição e pelo perfil do veículo. Carros mais novos, de marcas com boa liquidez e sem sinistro tendem a receber percentuais melhores.
| Valor de avaliação | LTV de 50% | LTV de 70% |
|---|---|---|
| R$ 30.000 | R$ 15.000 | R$ 21.000 |
| R$ 50.000 | R$ 25.000 | R$ 35.000 |
| R$ 80.000 | R$ 40.000 | R$ 56.000 |
| R$ 120.000 | R$ 60.000 | R$ 84.000 |
Quais veículos são aceitos
- Quitado e sem alienação em aberto
- Em nome do contratante
- Dentro do limite de idade da instituição, comumente 10 a 15 anos
- Sem registro de sinistro grave ou perda total
- Licenciamento e IPVA em dia
- Sem restrição judicial ou administrativa no documento
Os custos além dos juros
Como no home equity, comparar apenas pela taxa mensal engana. A constituição da garantia tem custo próprio.
| Custo | O que é |
|---|---|
| Vistoria e avaliação | Laudo do veículo exigido pela instituição |
| Registro do gravame | Averbação da alienação no documento do veículo |
| IOF | Tributo federal sobre a operação de crédito |
| Seguro | Algumas instituições exigem seguro do bem em garantia |
| Tarifa de cadastro | Quando prevista em contrato |
O que acontece se você atrasar
A garantia é alienação fiduciária. Havendo inadimplência, o credor notifica, há prazo legal para regularizar, e não havendo pagamento cabe a busca e apreensão pelo rito próprio.
É um procedimento significativamente mais rápido que uma execução judicial comum — e é exatamente essa rapidez que justifica a taxa menor.
Quando faz sentido
A regra é a mesma de qualquer garantia real: use para algo que gere retorno ou substitua dívida muito mais cara.
Trocar rotativo de cartão por refinanciamento de veículo costuma ser uma excelente decisão financeira. Usar o carro para cobrir despesa corrente é transferir o risco do banco para a sua mobilidade.
- Quitar dívidas caras: rotativo, cheque especial, parcelamento de fatura
- Capital para um negócio, com retorno estimado
- Emergência sem alternativa mais barata
- Nunca: cobrir despesa mensal recorrente
Cuidado redobrado se o carro é sua renda
Para motorista de aplicativo, entregador ou representante comercial, o veículo não é um bem — é a ferramenta que paga a parcela.
Perder o carro nesse cenário significa perder a renda que quitaria a dívida. Se for esse o seu caso, deixe a parcela num patamar que caiba num mês fraco e mantenha reserva equivalente a pelo menos duas ou três parcelas.
Antes de contratar, compare
Refinanciamento de veículo é barato comparado ao crédito pessoal, mas nem sempre é a opção mais barata disponível para você.
Se existe margem consignável — sua ou de alguém da família que decida usá-la conscientemente —, ela costuma sair melhor e sem colocar bem nenhum em risco. Compare os CETs antes de assinar.
Simule a parcela
Ajuste valor e prazo. Confira se a parcela cabe num mês de renda baixa, não num mês bom.
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Perguntas frequentes
Continuo usando o carro?
Quanto consigo pelo meu carro?
Carro financiado serve?
Existe limite de idade do veículo?
Posso vender o carro durante o contrato?
Marcelo Moreira
Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.