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RefinanciamentoRegra prática

Quantas parcelas preciso pagar para refinanciar o consignado

Não existe número definido em lei. Cada banco tem a própria régua — e esperar mais tempo costuma valer bem mais do que a pressa sugere.

Por Marcelo MoreiraPublicado em 06 de agosto de 20264 minutos de leitura
Foto: Cht Gsml / Unsplash
Foto: Cht Gsml / Unsplash
20% a 30%
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Saldo
Em resumo
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Não existe número mínimo de parcelas definido em lei para refinanciar um empréstimo consignado. Na prática, os bancos costumam exigir que entre 20% e 30% das parcelas já tenham sido quitadas, percentual definido pela política de crédito de cada instituição. Como o troco liberado depende do saldo devedor amortizado, esperar mais parcelas aumenta o valor disponível e reduz o custo total da operação.

A pergunta chega sempre com pressa embutida: quando eu já posso pegar mais dinheiro? A resposta técnica é a régua do banco. A resposta útil envolve entender por que a régua existe — e por que ela costuma trabalhar a seu favor.

A régua na prática

Como não há norma, cada instituição define o próprio percentual. O intervalo mais comum fica entre 20% e 30% das parcelas quitadas.

Num contrato de 84 meses, isso significa esperar entre 17 e 25 parcelas. Em 48 meses, entre 10 e 15.

Prazo do contrato20% das parcelas30% das parcelas
36 meses8 parcelas11 parcelas
48 meses10 parcelas15 parcelas
60 meses12 parcelas18 parcelas
84 meses17 parcelas26 parcelas
96 meses20 parcelas29 parcelas

Por que os bancos exigem

No refinanciamento, o banco quita o contrato atual e abre um novo, maior, com prazo reiniciado. Para isso fazer sentido comercialmente, é preciso que uma parte razoável do contrato original já tenha sido amortizada.

Há também um filtro de risco: quem refinancia poucos meses depois de contratar costuma estar com o orçamento apertado, e isso aparece nos modelos de crédito.

Por que esperar rende mais

Aqui está o ponto que muda a decisão. O troco que você recebe é a diferença entre o novo empréstimo e o saldo devedor do antigo.

Como na Tabela Price as primeiras parcelas são majoritariamente juros, o saldo devedor cai devagar no começo e acelera depois. Refinanciar cedo significa que quase todo o valor do novo contrato vai para quitar o antigo — sobra pouco troco e você reiniciou o cronograma de juros.

Momento do refinanciamentoSaldo devedorTroco liberadoCusto relativo
Muito cedo, no início do contratoAltoPequenoAlto — reinicia os juros
No meio do prazoMédioRazoávelModerado
Perto do fimBaixoMaiorMenor, mas o contrato ia acabar

Refinanciar não é a única opção

Antes de esperar a régua fechar, vale checar se o que você quer é mesmo refinanciamento.

Você querMelhor caminho
Dinheiro agora, com taxa atual boaRefinanciamento, com o prazo mais curto possível
Pagar menos juros, sem dinheiro novoPortabilidade
Dinheiro agora e taxa menorPortabilidade com troco
Parcela menor por aperto no orçamentoRenegociar prazo, não refinanciar
Contrato novo em paraleloVerificar se sobra margem — não exige carência

Contrato novo não tem essa régua

Detalhe que muita gente desconhece: a exigência de parcelas pagas vale para refinanciar o mesmo contrato. Para abrir um contrato novo, o limitador é a margem disponível.

Se sobra margem, você pode contratar hoje em outro banco, sem esperar carência nenhuma. Vale comparar as duas rotas — nem sempre o refinanciamento é a mais barata.

O sinal de alerta

Se você está contando os meses para poder refinanciar de novo, e essa já é a segunda ou terceira vez no mesmo contrato, o problema deixou de ser prazo.

Refinanciamento recorrente indica orçamento que não fecha. Nesse cenário, a repactuação prevista na Lei do Superendividamento — gratuita, pelo Procon ou pela Defensoria — trata todas as dívidas de uma vez e preserva o mínimo existencial.

Simule antes de decidir

Compare o contrato atual com o proposto. Olhe o total pago, não só o troco.

Parcela mensalR$ 521,01
Total pagoR$ 31.260,87
Custo dos jurosR$ 11.260,87
Confirmar condições reaisSimulação pela Tabela Price, apenas para referência. Peça o saldo devedor atualizado ao seu banco.

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ObjetivoParcela menor
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Perguntas frequentes

Existe número mínimo de parcelas definido em lei?
Não. O percentual exigido é política de crédito de cada banco, comumente entre 20% e 30% das parcelas do contrato.
Um banco recusou por carência. Adianta tentar outro?
Adianta, porque a régua varia entre instituições. Também vale avaliar portabilidade ou um contrato novo, se sobrar margem.
Por que o troco veio tão pequeno?
Porque o saldo devedor ainda estava alto. Nas primeiras parcelas da Tabela Price, quase todo o pagamento é juro, e o saldo cai devagar.
Refinanciar aumenta minha dívida?
Aumenta o saldo devedor, porque você recebeu troco, e normalmente alonga o prazo. A parcela pode ficar igual, mas o total pago cresce.
Preciso esperar para abrir um contrato novo em outro banco?
Não. Para contrato novo, o limitador é a margem disponível, não a carência de refinanciamento.

Marcelo Moreira

Consultor de crédito

Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.

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